quinta-feira, 5 de julho de 2012

Nem tanto ao mar nem tanto ao mar

Vivemos numa sociedade de pouco comprometimento. Sem ganas de agarrar o mar ou a terra, somos pelo “nem tanto ao mar, nem tanto à terra”, mas este limbo existencial, que até a Santa Sé já extinguiu, apenas nos empurra vagarosamente para a frente, sem efetivamente nos catapultar. Às vezes, mar! Às vezes, terra!


A este propósito, ocorre-me que, com esplêndidas condições para o ambiental e o renovável, anunciamos com pompa, mas fomos empurrando – nem tanto ao mar… o projeto do MIT Green Islands que estará por aí, na bruma das ilhas.

Os projetos Green Island constituem casos de regiões que atendem às necessidades energéticas a partir de fontes renováveis ​​locais - ecossistemas de energia distribuída sustentável, fora das restrições do legado dos modelos industriais.

Faltou-nos aquela qualquer coisinha, que nos falta tantas vezes, para em vez de pensarmos no mero amanhã, anteciparmos o futuro como ele já parece óbvio, e incorporar, não só no “estar” mas no “ser”, o sentido de ser verde, com pequenas ilhas-laboratório fundadas em políticas estruturantes, ao mesmo tempo que o caso se tornaria de estudo. Projetos-piloto, com elevada propensão de vingarem face à realidade das ilhas. Os Açores positivamente em contraciclo com o mundo industrial.

Podendo ser ótimos, vamo-nos contentando em ser apenas algo melhor do que os outros. Não estará na altura de agarrar algumas matérias com efetiva vontade de ser muito mais do que os outros!? Não há ideias? Não há debate? Não há vontade?

Açoriano Oriental, 5 de julho de 2012

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